A balzaca, a pirada e a pastelinha
  

That's allright, mama!

 



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h10
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Trilha de contradições

 

 

“Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce." Já escrevi sobre essa frase. Sim, repito alguns temas, que são parte do meu repertório, pois todo escritor, todo pintor, tem seus temas recorrentes. No alto dessa escada nos seduzem novidades e nos angustia o excesso de ofertas. Para baixo nos convocam a futilidade, o desalento ou o esquecimento nas drogas. Na dura obrigação de ser "felizes", embora ninguém saiba o que isso significa, nossos enganos nos dirigem com mão firme numa trilha de contradições.


Apregoa-se a liberdade, mas somos escravos de mil deveres. Oferecem-nos múltiplos bens, mas queremos mais. Em toda esquina novas atrações, e continuamos insatisfeitos. Desejamos permanência, e nos empenhamos em destruir. Nós nos consideramos modernos, mas sufocamos debaixo dos preconceitos, pois esta nossa sociedade, que se diz libertária, é um corredor com janelinhas de cela onde aprisionamos corpo e alma. A gente se imagina moderno, mas veste a camisa de força da ignorância e da alienação, na obrigação do "ter de": ter de ser bonito, rico, famoso, animadíssimo, ter de aparecer – que canseira.

 

Como ficcionista, meu trabalho é inventar histórias; como colunista, é observar a realidade, ver o que fazemos e como somos. A maior parte de nós nasce e morre sem pensar em nenhuma das questões de que falei acima, ou sem jamais ouvir falar nelas. Questionar dá trabalho, é sem graça, e não adianta nada, pensamos. Tudo parece se resumir em nascer, trabalhar, arcar com dívidas financeiras e emocionais, lutar para se enquadrar em modelos absurdos que nos são impostos. Às vezes, pode-se produzir algo de positivo, como uma lavoura, uma família, uma refeição, um negócio honesto, uma cura, um bem para a comunidade, um gesto amigo.

 

Mas cadê tempo e disposição, se o tumulto bate à nossa porta, os desastres se acumulam – a crise e as crises, pouca trégua e nenhuma misericórdia. Angústias da nossa contraditória cultura: nunca cozinhar foi tão chique, nunca houve tantas delícias, mas comer é proibido, pois engorda ou aumenta o colesterol. Nunca se falou tanto em sexo, mas estamos desinteressados, exaustos demais, com medo de doenças.

 

O jeito seria parar e refletir, reformular algumas coisas, deletar outras – criar novas, também. Mas, nessa corrida, parar para pensar é um luxo, um susto, uma excentricidade, quando devia ser coisa cotidiana como o café e o pão. Para alguns, a maioria talvez, refletir dá melancolia, ficar quieto é como estar doente, é incômodo, é chato: "Parar para pensar? Nem pensar! Se fizer isso eu desmorono". Para que questionar a desordem e os males todos, para que sair da rotina e querer descobrir um sentido para a vida, até mesmo curtir o belo e o bom, que talvez existam? Pois, se for ilusão, a gente perdeu um precioso tempo com essa bobajada, e aí o ônibus passou, o bar fechou, a festa acabou, a mulher fugiu, o marido se matou, o filho... nem falar.

 

Então vamos ao nosso grande recurso: a bolsinha de medicamentos. A pílula para dormir e a outra para acordar, a pílula contra depressão (que nos tira a libido) e a outra para compensar isso (que nos rouba a naturalidade), e aquela que ninguém sabe para que serve, mas que todo mundo toma. Fingindo não estar nem aí, parecemos modernos e espertos, e queremos o máximo: que para alguns é enganar os outros; para estes, é grana e poder, beleza e prestígio; para aqueles, é delírio e esquecimento.

 

Para uns poucos, é realizar alguma coisa útil, ser honrado, apreciar a natureza, sentir o calor humano e partilhar afeto. Mas, em geral medicados, padronizados, desesperados, medíocres ou heroicos, amorosos ou perversos, nos achando o máximo ou nos sentindo um lixo, carregamos a mala da culpa e a mochila da ansiedade. Refletindo, veríamos que somos apenas humanos, e que nisso existe alguma grandeza. Mas, convencidos de que pensar dói e de que mudar é negativo, tateamos sozinhos no escuro, manada confusa subindo a escada rolante pelo lado errado.

 

(Lya Luft)



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 22h22
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 16h45
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Por que eu não escrevia?

 

 

Porque isso tudo o que eu estava sentindo era tão forte, que eu simplesmente não conseguia traduzir. Era tão forte que eu não entendia.

 

Se eu fugi? Nem um segundo. Mesmo morrendo de medo, eu jamais disse não.

 

Na tua ânsia de compreender tudo, você não entendeu absolutamente nada.

 

Eu sei que nao foi por mal.

 

Mas isso não muda nada.



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 23h45
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O homem que levitava

 

 

Eu acho que esse treco tem algum efeito especial sobre os homens.

Um efeito hipnotizador de mulheres.

Ou um catalizador de feromônios.

Hihihi...

 

 

Feromônios sao substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie, permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos. Os feromônios excretados são capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e/ou comportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. Existem vários tipos de feromônio, como os feromônios sexuais, de agregação, de alarme, entre outros.

 

A palavra feromônio foi cunhada pelos cientistas Peter Karlson e Adolf Butenandt por volta de 1959 a partir do grego antigo ϕέρω (féro) "transportar" e ρμν (órmon), particípio presente de ρμάω (órmao) "excitar". Portanto, o termo já indica que se trata de substâncias que provocam excitação ou estímulo.

 

(Wikipedia)

 

 

Eu sei lá que porra é essa.

Mas, como fêmea, admito:

Me arrebata

Me deixa doidaaaaaaaaaaa

E me faz levitar.

 

Eu faria amor com ele por 24 horas ininterruptas

Ou até onde o meu corpo pudesse suportar.



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 10h30
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Amamos mesmo?

 

 

Ou apenas admiramos as fantasias que projetamos nos outros?



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h33
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Na estrada, na volta...

 

 

Começou a tocar essa musica.

 

E eu só pensava:

 

Vai dizer que não existe algum tipo de “lógica”, ainda que caótica...

 

Pra reger esse imenso palco de doidos...

 

 



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 23h04
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 11h32
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h02
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The best-trilogy-ever

 

 

1) ESSA

 

 

2) 

 

 

3) 


Dreams - Van Halen - Van Halen



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 12h40
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Nutrir

 

 

“Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio”.

 

(Hipócrates)



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 14h17
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Meu epitáfio, just in case

 

 

Valeu, mundo!

Eu tentei dar o melhor de mim.

(Na maior parte do tempo, pelo menos)

 

Valeu, pessoas!

Eu acho que fui legal. Curiosa, franca, romântica, leal

(Em 50% do tempo, pelo menos)

Baixinha, maleta, invocada, cri-cri.

(Em 50% do tempo, pelo menos)

 

Valeu, homens!

Vocês são toscos, mas isso é engraçado.

(Em 50% do tempo, pelo menos)

E vocês são uma delicia!

(Na maior parte do tempo, pelo menos.)

 

Valeu, pais!

Eu amei muito vocês.

(Acho que todo o tempo)

As melhores pessoas que já conheci.

(Na maior parte do tempo, pelo menos.)

Deram-me amor, educação e uma boa vida.

(Na maior parte do tempo, pelo menos.)

 

Valeu, amigos!

Eu amei muito vocês.

(Acho que todo o tempo)

Conheceram o melhor e o pior de mim.

E me amaram, ainda assim.

(Na maior parte do tempo, pelo menos.)

 

Valeu, Cinthia!

Eu amo muito você.

Na maior parte do tempo, pelo menos.

 

Agora, por obséquio, pode tratar de dormir que já são três e sete da manhã?



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 03h08
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Capelinha submersa

 

 

 

Eu tô com a zica, fato.

(E com uma curiosa atração pelo número três...)

 

Nos últimos três meses, o carro ferveu três vezes, três pneus e um tanque de combustível furados, além de um manobrista ter feito o favor de dar uma porrada de 1,3 mil reais. Eles vão pagar, mas quem fica sem carro sou eu, né? Ah, intercalando dois carros diferentes. A zica tava nos dois. Porque a zicada era eu! (E eu dirijo direitinho, viu!)

 

Como hoje atingi meu apogeu, creio que a tendência agora seja a decadência da porra da zica. Eu alaguei. Com água pela cintura. E correnteza.

 

Tá, eu só não explodi no metrô de Londres porque atrasei 10 minutos. E fiz sexo com um dos terroristas que explodiram o WTC (eu obviamente não sabia, foi cinco meses antes, mas confesso e peço perdão por isso: foi um dos homens mais sedutores que já conheci...)

 

Fato é que foi hoje que, pela primeira vez na vida, eu tive medo de morrer. De uma maneira estúpida. Por uma decisão errada.

 

Quando eu vi que o trânsito estava a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e parado, sem a menor previsão de volta ao caos normal, eu não tive dúvidas: estacionei o carro e pensei: vou a pé!  Detalhe: a 15 quilômetros da minha casa! Eu sabia que tinha chovido bastante, a estação estava um caos porque os trens pararam de funcionar. Mas em nenhum momento eu imaginei que o meu caminho havia se tornado uma piscina de xixi de rato. E que eu estaria nadando nela... -Ai, ki nojuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!!

 

Eu já havia andado bastante quando cheguei na avenida do Estado e constatei que estava completamente alagada. C-a-r-r-o-s-s-u-b-m-e-r-s-o-s. Cena de “filme” mesmo, surreal. E não havia meios de chegar à minha casa sem atravessá-la. Galera parada no meio da rua, aquele puta frio, ainda chovendo, eu de vestido sem manga, todo mundo meio perdidão. Daí que um cara virou pra mim e disse: -Eu vou atravessar. Vamos nos ajudar? E eu achando que o cara tava fazendo um drama, a gente só ia molhar um pouco as pernas no xixi de rato, mas eu tava com tanto frio e queria tanto chegar em casa, que pra mim pareceu tudo muito “normal”...

 

Você deve estar me achando louca, caro leitor. Mas eu discordo, porque todo louco jura que é são. E eu abandonei a prática. Faz um tempinho já. Eu tento agir com uma certa coerência. Mas isso não significa que eu consiga sempre. (Who does?)

 

Fato é que eu queria tanto chegar em casa, que pra mim tinha toda a lógica do mundo fazer aquilo. Só não imaginava que teria que andar cerca de um quilometro com água pela cintura, no meio da correnteza!

 

Voltar? Pra onde? Eu já estava no meio do caminho! O mais engraçado (agora!) é não saber onde você está pisando. O que, na prática, significa cair em buracos o tempo todo e afundar ainda mais.

 

Já em terra firme, no Ipiranga, eu estava tão exausta que parei no primeiro boteco que encontrei. Minto, o primeiro foi um boteco com cerca de 50 homens. O mais culto devia ser estivador. Eu até tentei esquecer disso, mas eles não esqueceram. Olhavam-me como seu eu fosse aquelas “garotas-da-camiseta-molhada”, lembra? Eu, a “garota-do-vestido-molhado”. “Só-que-sujo”. “Muito-sujo”. Eu nadei em uma mistura de barro com xixi de rato. E com mais um milhão de coisas que eu não quero nem pensar.

 

Daí fui pro segundo boteco. Sentei na mesa, aquela comoção geral. (Sim, eu era a única pessoa ensopada no recinto. Ah, e suja. Muito suja.) O casal ao lado se apiedou. O cara até ofereceu o paletó para eu me enxugar! Vai dizer que não existe gente boa nesse mundo? Eu neguei, claro, porque aquilo não ia refrescar em nada a minha situação. Só sujaria o paletó do cara. Agradeci, comovida...

 

Eles queriam ouvir a história tim-tim por tim-tim (ou eles eram seres muito generosos mesmo, ou o date deles devia estar muito chato... Hihihi...) E eu só queria comer alguma coisa, beber uma caipirinha e relaxar. Esvaziar a mente. Não falar. Não pensar. (Um palhacinho seria uma ótima pedida, mas não fazia parte das possibilidades do momento...)

 

Daí que eu acabei fazendo tudo isso. Depois andei mais um tanto, porque apesar de aquela ser a parte “seca”, a cidade estava com 200 quilômetros de congestionamento, às nove da noite, resultado dos vários pontos de alagamento pela cidade. Sentar dentro de um ônibus ou táxi por horas, sem poder fazer nada, seria como voltar ao começo da história. Só que em condições bem piores - no primeiro capitulo eu estava limpa e seca. E dentro do meu carro!!!!

 

Três horas e meia depois de deixar a loja, cheguei, salva.

(Sã eu já disse que não sou.)

Barriga cheia, limpa e cheirosa.

Deitada no sofá.

Escrevendo no blog.

Duas e catorze da manhã.

 

 

PS: Eu ainda estou com medo de morrer. De leptospirose. Eu me esfreguei bastante, mas vai saber, né? Se eu não voltar nas próximas 24 horas, é porque fui!



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 02h16
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 12h01
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O pau na mesa

 

 

Aproveitando a minha breve carreira de comentarista televisiva... (que termina amanhã, prometo!)

 

Antes de atirarem pedras no Max, vamos entender: existiu um encanto sim, e ele era claro. Só que passou. Só isso. (Any bells?! Hihihi...)

 

E ele continuaria empurrando com a barriga, naquele ritmo de “eu não tô fazendo nada, você também...”. Na vida real, vamos tocando até aparecer alguém com quem realmente “role”. E, se ninguém está apaixonado, fica tudo bem pra ambas as partes, e la nave va...

 

No caso dele, até que um dos dois saísse do programa. Ou até que aparecesse um momento em que ele realmente tivesse que se posicionar. (Any bells II?) E por um motivo bem tentador -o original, aliás: lutar pelo prêmio concedido por um programa com a pretensão de dar ao público o direito de julgar o caráter das pessoas. E é claro que ele repensou a idéia de se “aliar” a alguém com quem não compartilha os mesmos pontos de vista.  Isso só os apaixonados fazem.

 

No final a gente sabe que o público julga somente aquilo que vê. Que pode ou não corresponder exatamente à “verdade”, essa eterna incógnita... "Verdade" do diretor do programa, que seleciona o que deve ser mostrado e como. Verdade parcial, porque somos todos parciais. "Verdade" de pessoas que enxergam pessoas e fatos baseados nas próprias visões de mundo em um determinado momento da vida.

 

Pra quem eu torço? Priscila, lógico!

Vulgar ou não, se ela está afim de ganhar dinheiro mostrando que tem um corpão, voilá! Sorte dela.

Mas eu to cagando pro corpao. Acho a mina ducaralho. Centrada, coerente, diz a que veio. E nada disso a impediu de ficar toda retardada por causa de um cara com QI de ameba. Hihihi...

E aposto que 99,9% dos caras que já devem ter passado pela vida dela dispenderam tanto tempo a conhecer aquele monte de curvas, e sequer tem idéia do que tô falando agora...

 

 

***Em tempo: não estou fazendo nenhuma crítica, eu sempre curti Big Brother. Só não tô acompanhando muito esse ano, porque não deu vontade. Daí, obviamente, logo hoje, que eu jurei que dormiria cedo (aka antes da meia-noite), o telefone toca: a menina foi fechar a loja e a chave quebrou na porta! C’est la vie...

 

***Em tempo II: Acabo de descobrir mais um motivo pra ter um sócio. Eu toco o dia-a-dia da loja, e isso já me dá um trabalho da porra. Agora o bicho pegou e ele foi lá. Botou o pau na mesa e resolveu. Macho pra mim tem que ser assim. E ponto.

 

 ***Em tempo III: Eu respeito o ponto de vista do cara. Questiono só os meios como essa tal da “verdade” é colocada. Ou, na maioria das vezes, a maneira como se escolhe simplesmente não colocar “nada”, porque dá muito trabalho. Vai ver é essa a grande diferença entre homens e mulheres. Mas eu ainda acho que, mágoas à parte, não há mocinhos e bandidos. E que, no fundo, tá todo mundo querendo a mesma coisa. Porque, sem amor, a vida fica é muito da marromeno...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h24
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Meu, retiro o que eu disse...

 

Essa novela é muiiiiiiiito linda!

Um tantinho melodramática, mas... Né?

Quem é que não quer sentir a vida com aquela intensidade?!

Se é "errado" ou "certo" acho que eu nunca vou saber

Mas eu me recuso a fugir de quem eu sou.

E do que eu quero.



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 22h12
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Filtre tudo

 

Não descarte nada, mas filtre tudo.



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 10h53
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Obrigada por insistir

 

Obrigada por insistir para que eu pintasse, escrevesse. Obrigada por perceber em mim um talento que minha autocrítica jamais permitiria que se desenvolvesse.

...

Obrigada por insistir para que eu fosse visitar meu pai no hospital, eu não me perdoaria se não o tivesse visto e falado com ele uma última vez, eu não teria ido se continuasse sendo regida apenas pela minha teimosia e orgulho.

...

Obrigada por insistir para que eu conhecesse Veneza, do contrário eu ficaria para sempre fugindo de lugares turísticos e me considerando muito "cool", e com isso teria deixado de conhecer a cidade mais surreal e encantadora que meus olhos já viram.

...

Obrigada por insistir para eu voltar pra você, para eu deixar de ser adolescente e aceitar uma vida a dois, uma família, uma serenidade que eu não suspeitava. Eu não sabia que amava tanto você e que havia lhe dado boas pistas sobre isso, como é que você soube antes de mim?

...

Obrigada por insistir para que eu não fosse àquela festa, eu não teria agüentado ver os dois juntos, eu não teria aturado, eu não evitaria outro escândalo, obrigada por ficar segurando minha mão e ter trancado minha porta.

...

Obrigada por insistir para eu cortar o cabelo, obrigada por insistir para eu dançar com você, obrigada por insistir para eu voltar a estudar, obrigada por insistir para eu não tirar o bebê, obrigada por insistir para eu fazer aquele teste, obrigada por insistir para eu me tratar.

Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, vulnerabilidades, vacilos, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo.

(Martha Medeiros)



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 11h48
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 21h30
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 02h08
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...no meu Infinito Particular...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h03
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Uma plaquinha assim:

 

"Coracao em rehab. Em breve retomaremos as atividades normais. Desculpe-nos pelo transtorno, mas estamos trabalhando para melhor atende-lo."



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h32
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Cara Regina,

 

 

Olha que eu ja me achava meio lesada, mas nao a ponto de ter uma psicologa como leitora assidua!... Hihihi... Ate porque ando introspectiva ultimamente. Sem tempo de pensar no que sinto -e o meu blog eh essencialmente sobre isso.`Eu sei o que sinto. Mas o que sinto eh ofuscado por aquilo que eu efetivamente quero para a minha vida.  E o que sinto, neste momento, me leva a lugar nenhum.

 

Fato eh que estou preocupada demais em fazer a minha lojinha dar certo = recuperar o investimento e comecar a ganhar dinheiro. Tambem porque ja temos um ponto para a segunda, e eu nao tenho certeza se eu e meu socio continuaremos funcionando a longo prazo.  Ou ainda porque consegui quebrar um dente comendo amendoim e fiquei semi-banguela (passei o dia no dentista, ate dormi na cadeira), ou porque ando com uma zica de carros e, no ultimo mes, tive que chamar o guincho tres vezes, com dois carros dferentes, alem de tres pneus furados. Resultado que ando ligada no piloto-automatico nos ultimos meses.

 

Eu escrevo para dar vazao as varias Cinthias que existem dentro de mim, organizar ideias, falar o que nao tive coragem / vontade / oportunidade, desabafar. Ou viajar, simplesmente. Tambem adoro escrever quando saio da casinha, porque eh o momento onde meu coracao se expressa mais livremente.

 

A tua colocacao esta certa, em parte. Eu adoro me apaixonar, mas tambem morro de medo da vulnerabillidade. E esse medo deve, inconscientemente, ter me conduzido em algumas situacoes. “Algumas", porque relacionamentos tambem terminam por motivos reais e palpaveis, que fazem com que o "encanto" inicial desapareca.  De ambos os lados, certamente, porque tambem tenho meus defeitos. 

 

Essa ultima historia, especificamente, pouco teve a ver com “medo”. Ou com o post que coloquei ontem, sobre a dificuldade de encontrar pessoas que queiram te enxergar de fato. Foi uma tentativa de resolver uma situacao mal-resolvida do passado, e que ressurgiu em um momento particularmente propicio. Um reencontro absolutamente ao acaso, que me fez muito feliz. E acabou pelos mesmos motivos que nos separaram no passado: over-control. Eu tenho pavor de "controle", tampouco tenho a intencao de controlar ninguem (só eu mesma, o que ja me da trabalho suficiente...).

 

Nao acredito em relacionamentos paranoicos, escandalosos, em obrigacao de estar junto o tempo todo. Eu quero o lado gostoso, de estar junto por horas e nao ver o tempo passar. De ficar fazendo carinho por um tempao, de nao se incomodar com o silencio. De fazer/receber uma ligacao no meio do dia, so pra ouvir uma voz carinhosa te dizendo qualquer coisa. De nao ter a necessidade de estar linda o tempo todo, porque o cara ja te mostrou que gosta de voce ate com remela no olho. E de sexo bom, tambem, que eu nao sou boba, e gosto muito. Se me fizer levitar, entao... Ai, ai, ai... 

 

Enfim, nao faltou vontade de estar junto, foi impossibilidade mesmo. Existem pessoas que se gostam, mas enxergam o mundo de maneira muito diferente para sustentar um relacionamento. Acho que foi esse o caso. 

 

Beijo, querida! Espero continuar "doidinha" por muito tempo, assim voce continua minha leitora, ne? Hihihi...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 02h34
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Mais uma dessas cenas que so devem acontecer nos filmes

 

 

-E entao, voce comeu? Ela eh gostosa mesmo? Faz de tudo? Berra muito ou eh quietinha? Curte umas porradas? Um ‘vem ca, minha putinha’?

 

-Pra ser sincero, eu nem a beijei. So um beijo no rosto, ao nos despedirmos. E, cara, eu nao lembro a ultima vez em que me diverti tanto em uma noite!



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 16h26
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Game over

 

E la nave va...

 

 

(Mas eu vou continuar postando essas musicas lindas, porque o meu "romantismo" de canceriana continua aqui, intacto...)



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 16h22
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Efeito curry

 

 

Carai, essa novela chata ta me deixando com uma saudade de comida indiana!!! E as musicas, entao?!! Tudo bem que eles so estao mostrando o lado “glamour” da coisa; o indiano-padrao tem um baita de um cece (a minha teoria eh que eh o “efeito-curry”). E come com as maos. Nao to falando de sanduba. Mas de arroz. De meter as maos naquelas comidas cheias de molho e leva-las a boca.

 

Isso obviamente nao acontecia no bar-restaurante-balada indiano onde trabalhei, que era todo metido a besta. Mas o indiano-padrao nao eh nada "chique". A mesma estrutura daqui -desconfio ate que um pouco pior: muita gente muito pobre, e alguns poucos muito ricos.  

 

...

 

Essas musicas e dancas me lembram muito o Yatra. Vez ou outra, eles fechavam o local para algum evento ou casamento chiquetoso. Servi ate a Camila Parker Bowles, meu! Fui tia do cafe tambem. E por pouco nao virei lap dancer. A tentacao era grande: minimo de 500 pounds por noite! Resisti. (Vai ver fiquei com medo de gostar... Tambem porque num to com essa bola toda, vamos combinar... Hihihi...)

 

Mas foi tudo sem traumas. Foi engracado ate. Claro, haviam situacoes que viravam um verdadeiro banze! (eu morei com umas 40 pessoas diferentes. E nao tenho nem ideia de quantas conheci. ) Hoje vejo que a maioria dessas situacoes nao passavam de grandes bobagens. A importancia delas, na minha vida, foi me mostrar aquela infinidade de Cinthias que eu nem imaginava que existiam.

 

Eu fui muito, muito feliz naquele lugar. E nao to falando de Tims e inglesinhos nao. Eles foram apenas duas fracoes na imensidao de sensacoes que aquela cidade me inspirou. Eu tambem devo te-la inspirado a me inspirar, e essa eh uma discussao sem fim, a la "Tostines"...

 

Fato eh que nao tenho mais vontade de voltar. Nao pra morar. Mas a ideia de visita-la uma vez por ano ainda me agrada. Porque eh uma cidade linda, porque tenho tres grandes amigos la. Quatro, se eu contar o Tim (nao sei em que categoria ele se encaixa, tambem nao estou preocupada com isso agora). Tambem porque amo comida indiana, wine gums, Walkers salt and vinegar. E o buffet de pizzas do Pizza Hut. E o alho em picles que vende no mercado de Camden Town. E a infinidade de lugares por onde eu adorava passear, que me trazem lembrancas deliciosas.

 

Mas hoje tenho clareza pra dizer que foi apenas um contexto, um cenario.

E o que de mais importante aquela cidade me deu, eu trouxe comigo na bagagem.

 

 



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 16h37
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 09h52
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Atitudes

são mais importantes do que fatos.



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 20h14
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 10h28
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Solta o som!

 



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 10h39
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Doidas e santas

 

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida. E dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, irá nos encoxar na cozinha, importar-se com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?

Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Josh Holloway, ou virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.

Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

(Martha Medeiros)

 

PS: Sorry, Martha, mas tomei a liberdade de acrescentar a encoxada na cozinha, tao imprescindivel e nao negociavel em qualquer candidato a "Mister Right". Ah, tambem troquei o Johnny Depp pelo Josh Holloway. Nada contra o primeiro, mas o Sawyer eh o Sawyer, vamos combinar...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h22
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2009

 

  • Explorar meu lado-frio-e-calculista;
  • Sentir menos o que for tranqueira;
  • Sentir mais o que for tranquilo.
  • Cuidar mais da pele;
  • Certificar-me de que ela esteja em contato com outra pelo maior numero de horas possivel (Macia e cheirosa, plis.)
  • Descobrir novas formas de exploracao da mente (E do corpo, sempre)
  • Inventar a formula magica sobre o que deve ou nao ser levado a serio.
  • Entender de maneira conclusiva e irrefutavel que nada, de fato, merece ser mais levado a serio do que o reflexo.
  • Dizer mais "Eu te amo!"s;
  • Voar;
  • Londres;
  • Cruzeiro Amsterdam;
  • Xangai;
  • Indonesia;
  • Desligar mais a chavinha do cerebro;
  • Lembrar de mante-la ligada profissionalmente.
  • Levitar;
  • Aceitar que eu nunca vou ser capaz de abracar o mundo;
  • (Certificar-me de que eu abrace o maior numero de pessoas)
  • A segunda da serie
  • Livrar-me de magoas passadas, presentes, futuras;
  • Aprender a aumentar e diminuir o foco nas horas certas (Sugestoes para baixinhainvocada@uol.com.br )
  • Ter mais ataques de bobeira
  • Diminui-los com os funcionarios
  • Aproximar-me sem duvidar
  • Afastar-me sem revidar
  • Amar, amar, amar.


Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 12h20
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Alguem pode crer

 

Que essa musica foi composta por dois ómis?!



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 11h35
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Eh a capacidade de criar sentidos

Respondi a sua pergunta?



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h59
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h25
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 02h25
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Procure...

 

Ate encontrar um homem que te chame de linda ao inves de gostosa.

Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração

E permaneça acordado só para observar você dormindo.

 

Espere pelo homem que te beije na testa.

E queira falar com voce todos os dias.

Que te segure pela cintura

E te ache a mulher mais bonita do mundo, mesmo quando acaba de acordar  

 

Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quao sortudo ele é por estar ao seu lado.

Que vire para os amigos e diga: É ELA A MULHER DA MINHA VIDA.



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h22
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Missao cumprida!

 

Nao foram tres, mas cinco. Cinco dias sem fumaca, sem transito (eu so saia de casa a pe ou de bike), elevador, computador, stress, horario... Cinco dias pra dormir ate acordar, sol, mar, batida de coco, visitas-surpresa, chamego, amor em familia, papos na varanda com minha madrinha e sua sabedoria......

Ok, ok, talvez a vida ficasse um tantinho sem graca se fosse feita so de sossego. E esse eh mais um dos motivos que tornam esses momentos tao especiais...

...

Ah, a baiana aqui e o seu bronze todo dormiu no sol com protetor 8. Imaginem o resultado! Ainda bem que com o rosto eu me preocupo mais, desde que, ano passado, adquiri uma mancha enorme na testa, apos UM dia nublado de praia sem protetor. Livrar-me dela faz parte da lista de decisoes mundanas para 2009. Quanto as decisoes importantes... estas nao precisam de Reveillon para acontecer... Tanto que a primeira delas, desde que me tornei um "ser pensante", aconteceu no dia 11 de marco de 1991. E o resto eh historia...  

Entao eu comeco o ano assumindo que estou apaixonada (acho que "viciei" na sensacao de pastelice! Hihihi...) E que o Roberto (Carlos) eh o maximo. E que eu passei os ultimos 10 dias cantando essa musica, absolutamente L-I-N-D-A!

Beijos a todos os leitores -que andam bem quietinhos, mas eu vejo pelo contador que continuam acessando. E um ano ducaralho pra todo mundo!!!

 

 



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 14h43
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Suor

 

Nossos corpos se abraçam,
as mãos se entrelaçam.

Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.

A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu em busca da posse.

Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.

Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.


A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...

Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...

Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser...
Vem amparar teu gozo.

Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...

(Autor desconhecido)



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 14h47
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Meu desejo

 

Nua...

Na minha, a sua boca
eu comprimia.
E, em frêmitos
carnais, ela dizia:

- Mais abaixo, meu
bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência
bruta do meu desejo
Fremente, a minha
boca obedecia,
E os seus seios,
tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar
em doce arpejo.

Em suspiros de
gozos infinitos
Disse-me ela, ainda
quase em grito:

- Mais abaixo, meu
bem! - num frenesi.

No seu ventre
pousei a minha boca,

- Mais abaixo, meu
bem! - disse ela, louca...

Moralistas,
perdoai! Obedeci...

(Olavo Bilac)



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 13h02
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Ah, o mar...

 

Vou aproveitar pra contar que o meu Natal foi 24 horas no Guaru, e ontem foi o meu primeiro dia inteiro de folga em quase dois meses.

-E so choveu!

Dormi ate acordar, fui encontrar o pessoal na praia, pedi a minha batida de coco, e... chuva! A galera voltou pra casa, eu tirei a roupa e fui pro mar!

Cara, como eu precisava de um banho de mar! Que delicia de PAZ que ele me traz!

Voltei pra Sampa a noite, porque a loja abriu hoje normalmente, e eu ainda preciso estar la ao lado deles. Claro que nao vai ser assim pra sempre. Eh so uma questao de "aprender a delegar", como me diz meu cunhado o tempo todo. E da porra do sistema de controle do estoque estar 100% redondo, ja que essa foi sempre a parte mais estressante de todas! Porque, por mais que eu corresse, eu nao conseguia repor o estoque com a mesma velocidade que vendiamos.

E eu, como criaturinha ansiosa que sou, quero sempre resolver tudo "com as proprias maos" (sabe aquela musica da Madonna, you've only got four minutes to save the world?...) Entao eu to sempre mal dormida, mal comida (de fome mesmo, pq eu esqueco de comer). Mas mal-humorada nem pensar! Eu chego la todo dia sorrindo. Porque eh divertido! Os funcionarios sao umas figuras, e eu curto isso que estou fazendo. Nenhum dia eh igual ao outro, voce lida com gente o tempo todo - e eu a-m-o gente! (ate que me provem o contrario, pelo menos...hehe...)

Tambem eu e meu cunhado somos dois lunaticos e eh claro que ja queremos virar os "magnatas da biju", ne? Hihihi... Ja sonhamos com a nossa rede de lojas, como pecas exclusivas, com franquia e toda sorte de viagem! Nao porque acreditemos que isso va mesmo acontecer, ate porque ainda eh cedo pra qualquer tipo de projecao: dezembro nao eh parametro. Mas porque damos tanta risada quando imaginamos que vai! E eh taaaaaaaaao bom sonhar!

E agora tchau pra voces, que o lindao voltou e eu vou eh tratar de dar mais beijo! Hihihi...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 23h26
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h00
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The Phantom of the Opera - Nightwish



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h25
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Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h51
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Falando em Madonna...

 

Fui ao show dela ontem!

A-M-E-I-!-!-!

Nunca fui tiete dela, semrpre a achei "questionavel" em muitos sentidos, mas ha de se admitir: ela eh admiravel em muitos outros!

Mas to puta porque ela nao cantou Like a Virgin, ai ki odiuuuuuuu!!!!!!!!!!

Entao vou ter que colocar aqui, pra dormir feliz...

E me desejem boa sorte, plis, porque a semana que vem promete!

Ai, ai, ai...

 

 

PS: Tudo bem, porque ela cantou essa, que marcou a minha adolescencia, e me lembra do meu primeiro amor: Magoooooooo!!!!!! Hihihi...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h25
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Delicia reencontrar esses primos!

 

... com quem fomos, eu e minha irma, tao conectadas na infancia!...

-Minha prima nao continua a cara da Madonna?! Ela acha que nao!...

E, de quebra, ainda descolei uma rede pra descansar essa carcaça cansada...

Hihihi...

 



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 18h47
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Eu fiz uma promessa:

 

Depois do Reveillon, eu M-E-R-E-C-O tres dias na praia, olhando pro ceu, pensando no NADA! (Em nada que brilhe, pelo menos...)

Dormindo ate acordar...

Ou sendo acordada pelo vozeirao do meu pai, dizendo que ta um sol lindo e eu deveria terminar a minha jornada de sono na praia...

-Mas nao esquece do protetor, filhinha!

Hihihi...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h16
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...

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não podiam escutar a música."

(Nietzche)



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 02h51
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Loja, loja, loja...  

 

Alo, alo Pastelinha... Aqui quem fala eh da Terraaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!

A loja esta otima, to trabalhando mais do que um dia sequer sonhou a minha va filosofia! Funciona de domingo a domingo, das seis da manha as 11 da noite. Jisuis! Nao, claro que eu nao fico la esse tempo todo. Mas quase. Durmo e acordo pensando em strass, sonho com Swarovski e zirconia. Obviamente que eu penso mais naquilo que brilha, ne?! 

Meu socio cuida da parte burocratica e estrutura fisica da loja. Ate porque, ele ainda nao sabe a diferenca entre os tres itens citados acima. Mas ele eh foda. Muito chato, muitas vezes. Mas um cara totalmente "do bem". Ele eh casado com a minha irma, tem a minha idade, eh surfista e adepto de palhacinhos. Mas tem uma visao de negocio que eu ainda vou levar uns bons anos pra aprender...

Nunca nos sentamos para definir "funcoes". Elas foram sendo decididas no faro. Comigo sao as compras, lidar com os clientes, e a parte mais pentelha: o "desembargo" das mercadorias, entre sairem do estoque e estarem prontas para ser vendidas. Checar notas, colocar preco, trocar embalagens, cadastrar o produto no codigo de barras, etiquetar.... Ufa! Pronto! Nao, ainda tem a parte de decidir como expor. Porque,dependendo da maneira como a mercadoria eh exposta, ela pode ser vendida em dois dias, ou encalhar por semanas.

Claro que nao faco tudo sozinha. O processo todo tem que passar por mim, mas a loja tem sete funcionarios (pra cobrir varios turnos), um gerente, alem de varios "agregados", que trabalham com o meu socio em seus outros negocios e estao dando uma forca nesse comeco. Sim, porque optamos por abrir em Dezembro, o mes mais louco do ano!

Escolher as mercadorias tambem nao eh tarefa das mais faceis. E, obviamente, eu ainda nao a domino. Primeiro porque a qualidade e preco varia muito de um fornecedor a outro. Mas o meu maior desafio eh saber separar o meu gosto pessoal do que atrai ao meu publico. Claro que a loja tem muito de mim, mas tive tambem um casal que me ajudou muito e me deu todos os toques, passaram fornecedores, e ainda fizeram comigo a primeira compra, com muita coisa que eu sequer cogitaria. E que vendem. Bastante.

Enfim, to dando minhas patinadas, aprendendo um monte, me realizando um tantao, e assim caminha a Pastelinha...

To feliz!!!

Feliz com a vida. Pela vida. Pelas oportunidades. Pelo esforco. Pelo mergulho. Pela cara limpa. Pelo amor.  

To feliz porque esse ano dei 40 passos pra frente, e trinta e poucos para tras. Porque o saldo eh positivo.

Porque eu queria passar boa parte dos 31 de Dezembros que ainda estao por vir com balancos assim...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 01h29
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Um plus?

 

-ELE NAO TEM ORKUT!!!

Hihihi...



Escrito por (+) baixinha (-) invocada às 00h01
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Eu ando meio tonta, assim...

 

Uma criatura toda "cheia de dedos"...

Pessoa, sai desse corpo que nao te pertence!

Eu quero a baixinha invocada de volta jaaaaaaaaa!!!!!!!!



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 01h54
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Vontade 

 

Não consigo falar sobre o que sinto...

Dessa vez nao é mais sé uma explosão de PAZ.

Há também o MEDO.

(Cadê a porra da balzaca decidida?!?! Socorroooooooo!!!)

...

É como se eu já estivesse esperando pelo dia em que tudo isso vai desaparecer.

Virar fumaça

Até o dia em que nos falaremos como dois conhecidos que nunca trocaram mais do que um diálogo sobre as variações climáticas.

...

Sim, eu sou mais forte do que o medo. (-Ela chegou, thanks!)

Ou as minhas (des) ilusões.

Mas não vou negar que até bem pouco eu estava triste de verdade.

Um lado explodindo de paixão, descoberta, leveza, amor-próprio, PAZ.

E outro que estava muito, muito triste.

...

Dessa vez eu optei por viver tudo isso quietinha, sem alarde.

Sentir apenas.

Sem pensar ou elocubrar.

... 

Quero proteger o sentimento.

Guardá-lo.

Cuidá-lo.

...

Quero estar com você.

E sigo querendo enquanto eu for capaz de admirá-lo.

Mas jamais vou pedir que fique.

Não quero convencê-lo de coisa alguma.

Quero apenas que você queira.

"Promessas"? Desnecessárias.

Quero so as atitudes.

 

Escritos são só um punhado de letrinhas, formadas por um monte de rabiscos.

Palavras são só palavras

Pessoas dizem e "desdizem" o tempo todo.

Textos e discursos podem traduzir o que de fato sentimos,

mas também o que queremos sentir.

Podem refletir o que pensamos que sentimos,

ou o que pensamos querer sentir.

...

Se precisa de respostas,

Procure-as nos meus olhos.

Na intensidade do meu toque.

Na minha vontade de você.

Eles não se rendem ao medo.

Deixo que falem por mim.

...

Sobre o "manual pra me fazer feliz"?

Continue assim.

Desse jeitinho.

E lê esse blog, desde o começo, que tá cheio de dicas!

Hihihi...

 

Beijo, coisa linda!



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 02h05
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Que saudade eu estava de voce!

 

Nao nos viamos ha um tempao, desde que entrei nessa roda-viva no inicio de novembro. Seguiamos nos falando por e-mail e telefone, mas nada perto dos habituais 15 e-mails diarios e encontros duas, tres vezes por semana.

Eu tenho pra mim que se a nossa conversa tivesse sido registrada de alguma forma (infelizmente, amanha, nao lembraremos nem metade dela...), viraria peca de teatro aclamada por publico e critica. Eu olhava pra ela e babava. E pensava: ta vendo? E eu fui escolhida por essa pessoa pra ocupar a posicao de ... (ah, deixa pra la... mas eu sei que eh bem importante...)

Ela se foi e eu fiquei aqui pensando, pensando... Pirada no palhacinho, e com um fundo de "Love Actually" passando na TV...

Ela, como toda virginiana, traz sempre um milhao de interpretacoes para o mesmo fato. Eu, como fa de estatisticas, sempre tive a tendencia de restringir as hipoteses para o sim ou nao, preto ou branco, cheio ou vazio. 

E eh exatamente essa busca pelo equilibrio que nos faz aprender tanto uma com a outra. E dar tanta risada tambem. Porque esse nosso lado romantico eh muito novidade para aquelas duas que se conheceram aos vinte-e-poucos-anos, pegando aquele monte de mane na balada...

... 

Apos uma breve pataquada no elevador, ela foi embora e me deixou um rastro de sorriso que me acompanhou ate dormir...



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 18h30
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Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 02h53
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DJ, solta o som!



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 00h27
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Borderline

 

Cara, que ducaralho que foi esse ano!

Que ducaralho foi esse mergulho!

Que ducaralho foi acordar!

Que ducaralho foi aprender entende-la, questiona-la, explora-la, banca-la, curti-la.

Que ducaralho tornou-se aquela menina!

A mesma alucinada de sempre.

O fato novo eh que hoje ela se acha em sua pele

Encontra-se na sua loucura

Uma alucinada que hoje, finalmente, sente-se em casa.



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 00h48
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 Viver tem que ser perturbador

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos.
Um filme marromeno, um livro marromeno, um amor marromeno...

Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador.

É preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados.
E com eles, sua divindade, sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao e seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia."

(Martha Medeiros - Divã)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 12h25
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Tcharammmmmmmmm!!!!!!

Apresento-lhes a cria!!!

Nao eh lindinha como a mae?!?!

Hihihi...

:)))))

 



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 01h30
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Quase lá!!!!!!!!!!!! 

 

 

Meu corpo dói em lugares que eu nem lembrava que existiam, emagreci três quilos nos últimos 20 dias (se bem que disso é até sacrilégio reclamar...), minha mente nao pára e não me deixa dormir, o meu telefone toca duzentas vezes por dia... Mas quer saber?

 

Tô adorandoooooooo!!!!!!!!!!!!! 

 

 

(Eu tentando sorrir, mas o cansaço não tava deixando... Olha os ossinhos aparecendo! Adorooo!!!)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 00h59
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A verdade que liberta

 

 

O encontro com o "fim da linha".

Faltou-lhe ar. Chegou a verdade.

Buscou serenidade. Chegou o alívio.

A constatação de que a "dessincronia" era mesmo real.

A certeza de que oferecer o “melhor” nem sempre é suficiente.

 

Pensou no que poderia ter sido.

Resignou-se diante do que FOI.

Aceitou a impossibilidade.

Saiu em busca de novos caminhos.

 

Lançou um profundo olhar sobre si mesma.

Lamentou a inconstância dos envolvidos.

A efemeridade dos bons momentos.

A transitoriedade das emoções.

Fantasia ou realidade?

 

Concluiu que não importa. Não mais.

Preocupa-se agora em fertilizar o solo

Para quando o AMOR chegar.

"Aquele"...

Declamado em prosa e verso pelos poetas.

 

O sentimento puro.

Límpido...

Sublime...

Inteiro...

REAL.



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 19h26
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O eterno retorno

 

 

Segundo Nietzsche a vida é um eterno retorno, porque precisamos, temos a obrigação de errar e voltar a errar quantas vezes for necessário desde que não cometamos o primário erro humano de levarmos uma vida dentro de um ciclo de mesmices. (Eu não leio Nietzsche, já tentei, e achei chato pra caramba. Mas não me atrevo a discordar dessa máxima...)

 

...

 

“Um sobre o outro, eles cavalgavam juntos. Iam juntos em direção às distâncias desejadas. Atordoavam-se numa traição que os libertava. Franz cavalgava Sabrina e traía sua mulher, Sabrina cavalgava Franz e traía Franz.”

 

(Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 15h15
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Trials

 

 

"Em nossas loucas tentativas, renunciamos ao que somos pelo que esperamos ser."

 

(William Shakespeare)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 09h42
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Pastelinha parabólica

 

 

É impressionante o tanto de porrada que eu levo quando ando na rua. Não sei se é o meu tamanho – 1.58 cm - que impede que as pessoas me enxerguem na linha do horizonte, ou se sou eu mesma que estou sempre com a cabeça na Lua.

 

Fato é que eu sempre passo ao lado do cara que está contando a história, bem na hora em que ele vai dizer aonde se deu o ocorrido: 

-Ali!” E dá-lhe um dedão na minha cara. Ou quando o sujeito resolveu levantar uma placa de madeira, com uns dois metros de comprimento, e não percebeu que eu vinha logo atrás. Nesse dia caí no chão. O cara quase me matou! E fiquei com um vergão na barriga por umas duas semanas.

 

Hoje a história foi um tantinho mais surreal. Andava na calcada, na volta do almoço, e uma senhora vinha na direção oposta. Aparentava ser moradora de rua, carregava uma sacola na mão, falava sozinha e olhava pra mim. Ao cruzar comigo, ela parou. Parei também, achando que fosse me pedir alguma coisa. Ela fez uma cara bem brava, deu-me uma sacolada no traseiro, e foi embora. Me xingando!

 

Eu fiquei ali imóvel, tentando entender o ocorrido. 

 

(A outra "eu" teria retribuido o olhar, antes mesmo da primeira sacolada, com aquela cara invocada de "-tá me encarando por quê?

E ela provavelmente teria me dado 18 sacoladas, ao invés de uma.)

 

Fato é que agora que resolvi me entender com a porção balzaca (mais "lucidez", menos "drama"), não posso mais me dar a esses luxos... Então apenas me virei para observá-la indo embora. Ela parou na primeira esquina, escolheu um cantinho da calçada, deitou-se e dormiu.

 

Acalmou-se, enfim...



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 17h46
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Toc...toc...toc...

 

 

Eu costumava dizer não me sentia uma “mulher de 30”.

Porque sempre me percebi mais como “menina” do que “mulher”.

 

Ontem a balzaquice chegou.

Com quatro anos, três meses e 20 dias de atraso.

 

Estava a caminho, de fato, durante este último ano. 

A cada dia, eu sentia aquela presença um pouquinho mais forte...

 

Ontem ela finalmente bateu na porta, pediu licença

E entrou.



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 23h07
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A paixão pela PAIXÃO

 

 

O que foi feito da minha "paixão"? Continua aqui, intacta. E me inspirando como nunca. Está expressa nos últimos posts que coloquei. Em mostrar uma música que me deu vontade de sair dançando pela casa e me achar a criatura mais sexy do mundo... Na alegria com que eu tenho realizado cada etapa do meu sonho que está prestes a sair do papel. Na graça que eu achei ao ver um monte de homem me olhando no metrô com cara de fome, ao invés de ficar assustada, pensando que poderiam fazer algum tipo de “estupro-arrastão” comigo - fosse na rua, ainda vá lá... mas no metrô, meu?! Está no fato de, nos últimos meses, eu ter usado vestido na maior parte do tempo. Porque é mais bonito e deixa o meu corpo mais feminino.  

 

Estar apaixonada - por um homem, porque pela VIDA eu sempre estive - acordou a minha FEMINILIDADE. O meu lado doce. Meigo. Aquele que os anos e tosquices tinham me convencido que era coisa de boiola. Ou artifício de “mulher-pão-com-ovo-querendo-impressionar". Sim, claro que eu já eu já havia me apaixonado antes. Eu só não era a pessoa que sou hoje...

 

Estar apaixonada despertou a minha porção pão-com-ovo! Mas o lado bom de ser pão-com-ovo, vamos combinar. Que te inspira a dar umas reboladinhas quando anda, porque é gostoso, só por isso. Que não precisa dizer que tudo “de cu é rola” (embora algumas coisas, indubitavelmente, ainda sejam). Que não se incomoda em estar com cara de pastel (na frente do tiozinho eu até me incomodava, o que não significa que eu conseguisse fazer outra...) Que flerta, porque flertar é bom, e não precisa de nenhum objetivo específico. Que assumidamente quer AMOR e nada menos do que isso, que dá sorrisinhos de canto (mas eu ainda morro de rir também...) 

 

Que não tem vergonha de suspirar ouvindo uma secretária eletrônica. Que olha pro espelho e dá risada da pastelice da pessoa que está lá do outro lado. Que acha graça em descobrir que é frágil - e que isso não é, necessariamente, um problema. Que não se preocupa em estar “por cima” ou “por baixo”, apenas em permanecer em linha reta. Que não sentiu vergonha em dar o endereço do blog pro cara que me despertou esse monte de coisa ducaralho, em um momento em que eu já havia sacado que não era recíproco. Simplesmente porque é legal compartilhar um sentimento bom. Porque cada vez mais eu tenho essa certeza de que estamos todos no mesmo barco, buscando basicamente as mesmas coisas. Todos juntos nesse imenso palco de doidos...

 

 

Taí a razão do meu estado de felicidade e deslumbramento.

A paixão me desabrochou!

Virei flor! Borboleta! Saí voando!

 

Mais do que me apaixonar por um homem, eu me apaixonei pelo sentimento, pela pessoa que eu sou quando estou apaixonada.  Sentimento que é meu, só meu. Que eu posso até compartilhar com o próximo cara que conseguir me deixar pastel, mas com separação total de bens. Porque eu abro mão de qualquer cara, se eu sentir que não tenho retorno. Mas desse "bem", eu não abro. É meu e ninguém tasca. Esse eu levo comigo, para onde quer que eu vá.

 

(Foi isso que enxergamos uma na outra, Denise, naquele chopp da segunda, lá no Asterix. Beijo, grande-amiga-FODA!)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 10h21
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“Erramos” 

 

Eu tirei o texto da biju por motivos óbvios. Também porque estava chato demais, Lair Ribeiro demais, politicamente correto demais. Tudo o que eu não sou.

 

Sou só uma doidinha buscando um pouco de equilíbrio, redefinindo metas, buscando serenidade. Evolução, basicamente. Porque não dá pra ser "baixinha invocada" ad eternum - “brabeza” é irritante, improdutiva, cansativa e dá rugas.

 

A minha porção Lair Ribeiro é só a que está muito feliz ao redescobrir a possibilidade do prazer na minha vida profissional  - traumatizada por alguns anos estressantes de Jornalismo e outros surreais como garçonete, tia do café, bartender e afins. 

 

Desafios?

Tive meus desafios, mas nunca passei fome, sempre tive teto, meu corpo e minha mente funcionam perfeitamente - o corpo mais do que a mente - hihihi... Tive sim um grande entrave, entre o final da infância e toda a adolescência, que definiu a minha personalidade invocada, e me trouxe grandes "fantasmas" durante a minha vida  - e hoje ainda me traz alguns, mas sou uma pessoa perfeitamente normal, e me considero muito, muito privilegiada pela vida.

 

Tive uma grande mãe e ainda tenho um pai lindo, amor infinito e apoio irrestrito de ambos, pude estudar, sempre tive empregos decentes (à exceção dos três anos de vida proletária em Londres), consigo pagar as minhas contas, não sou responsável pelo sustento de ninguém, tenho um bom punhado de grandes amigos, tenho sempre um ombro pra chorar, alguém pra me dizer que sou o máximo ou estou sendo uma ridícula. Sempre fui regida pela curiosidade e busquei experiências "bizarras", já conheci muita gente ducaralho, lugares idem, alguns homens incríveis, muitos “mais do mesmo”, vivi deliciosas histórias, nunca tive grandes "medos", estou sempre me puxando pra cima, sou complicada e imperfetinha, eu gosto do que vejo no espelho. 

 

Mas verdade seja dita: eu tô mais pra Capelinha Jones do que pra Madre Tereza de Calcutá.



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 09h57
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Pastelinha de Jour

 

 

Estou pra ver experiência mais antropofágica do que pegar o metrô na estação Brás às seis horas da tarde.

 

Sendo mulher e usando um vestidinho ligeiramente decotado.

 

É mais ou menos como aqueles dias em que você desvia o caminho pra passar em frente a uma construção, apenas para certificar-se de que alguém no mundo ainda te acha gostosa.

 

Só que elevado à milionésima potência.

 

Hihihi...



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 11h23
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Sexy!

 

Assisti esse clip por acaso no A&E (Canal 83) e me apaixonei!

 

Aí fui procurar no You Tube:

Celine Dion feat. Will.I.Am - Eyes On Me - CBS Special 2008.

(O começo do vídeo é chatinho. A música começa aos 0:49 seg.)

 

Perfeita trilha sonora para aquelas coisinhas deliciosas...

Hihihi...

 



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 12h29
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“Plante seu jardim

 

 

...E decore a sua alma.

Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.”

 

(William Shakespeare)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 10h07
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Existe "hora certa"?

 

 

Hoje vou de uma frase inspiradora que li no blog da Gisele Azevedo,

já que minha inspiração ainda não deu as caras. 

 

A tristeza ainda está aqui, afinal ela é parte integrante do pacote quando decidimos nos jogar na vida, né?

 

Mas quer saber? Se esse é o preço a pagar por todos os momentos sublimes e inspiradores que já passei nessa vida... que seja!!!

 

(E que venha logo o próximo muso! Hihihi...)

 

 

“Minha porção metamorfose ambulante me diz que, se você é uma daquelas que fica esperando a hora certa para dizer a um homem tudo o que ele te inspira, merece a oportunidade de repensar isso.

 

Quem sabe possa perceber que o bonde dos grandes encontros não passa duas vezes. E que depois que alguém sentou em seu lugar, não adianta vir reclamar.

 

Afinal de contas, os grandes prêmios só acontecem para aqueles que se arriscam, que se expõem, que têm coragem e ousadia. Para os demais resta esperar um novo campeonato. Ano que vem, mas o troféu será outro.”



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 13h54
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Saber viver

 

 

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então pude relaxar. Hoje isso tem um nome: AUTO-ESTIMA.

 

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é AUTENTICIDADE.

 

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de AMADURECIMENTO.

 

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento, ou a pessoa não está preparada. Hoje sei que o nome disso é RESPEITO.

 

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de “egoísmo”. Hoje sei que se chama AMOR-PRÓPRIO.

 

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre, desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é SIMPLICIDADE.

 

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes. Então descobri a HUMILDADE.

 

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje, vivo um dia de cada vez. Isso é PLENITUDE.

 

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. O nome disso? SABER VIVER!

 

 

(Charles Chaplin)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 16h59
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Aquilo que eu não disse pra você

 

 

(E nem vou dizer, porque eu já disse mais ou menos, e você não precisa saber de todos os detalhes. Porque não consegui entender quem você é de fato, mas pela sua última atitude, entendi que não está mesmo interessado em saber o que penso ou o que sinto. Então é mais prático colocar tudo isso pra fora fazendo um post, do que te mandando um e-mail que você provavelmente não irá responder. E não há mais nada que você possa me dizer sem me deixar triste, então nem pra esperar pela tua resposta eu teria motivos.)

 

Também não consegui entender se foi tudo premeditado, mas não acredito muito nessa teoria - em pleno ano 2008, eu não acho que algum homem ainda se habilite a esse mise-en-scène todo só pra comer alguém. Para a primeira vez ainda vá lá, mas daria muito trabalho continuar fingindo que é "romântico" só pra continuar me comendo, vamos combinar? 

 

Ou se você realmente chegou a sentir alguma coisa por mim, mas me achou um pouco “frágil” demais e percebeu que já tem gente “frágil” demais na tua vida (e olha que eu nem sou assim tão "frágil", mas isso você vai entender lá embaixo...)

 

Ou se não foi nem uma coisa nem outra, você até curtia estar comigo, mas não estava afim de "ter" que fazer as coisas que pra gente é mesmo "o mínimo", mas pra vocês custa um montão. E vocês só fazem quando gostam MESMO.

 

Então eu me dei alguns dias pra ficar triste e rever conceitos, porque é assim que a gente aprende nessa vida, desde que a punhetação tenha hora marcada pra acabar. Porque eu já havia prometido pra mim mesma que nunca mais iria passar mais do que alguns dias pensando nos "por quês", então ela acaba no momento em que eu finalizar esse texto. A tristeza é um pouco mais rebelde, acredito que ainda fique instalada por aqui mais um tempinho, mas nada que me impeça de olhar pra vida e ter a certeza de que tá cheio de coisa legal me esperando, e vamo que vamo!

 

... 

 

O que eu queria dizer e não disse até agora? Que a verdade mesmo é que eu estava caidinha por você, e nutria esperanças de que você também estivesse por mim. Porque, quando você queria, exalava fofice por todos os poros. Porque os seus e-mails eram poesias. Porque quando a gente se via era delicioso e eu sentia que você se entregava. Porque você beijava a minha boca, a minha testa, as minhas bochechas. Porque o teu olhar era carinho puro, porque você ficava horas massageando o meu corpo. Porque ninguém nunca havia me tocado daquela maneira.  

 

...

 

Mas a ficha finalmente caiu e percebi que nao era nada disso, que você deve ser assim com todo mundo, e não porque eu era "especial". Então não tinha mais sentido ir adiante, porque gostar sozinha nao tem graça. Tem até um post no meu blog que diz assim: "Eu não quero ensinar ninguém a gostar de mim. Eu quero que goste e ponto." É por isso que eu não faço esses "joguinhos" que a maioria das mulheres fazem. E que já fiz muito também. Já fui sacana, femme fatale, piriguete, e muitas outras coisas impublicáveis. Já achei todos os homens uns babacas, meras ferramentas pra me dar prazer. Mas aí eu conheci uns caras legais, que gostaram de mim e me trataram como se deve, e hoje só acho vocês meio toscos, mas, no geral, eu gosto.  E a tal "tosquice", muitas vezes, é até engraçada... E quando não é, a gente até pensa em arrancar o pênis de vocês, mas isso passa também. Até porque a gente adora o nosso brinquedinho.

 

Mas nesse esforço de ficar pensando em "como agir", a gente gasta uma energia que podia estar usando em outras áreas, para crescer como pessoa, profissional, amiga, filha, irmã. Não que não dê pra fazer tudo junto, mas é a vida perde muito do sentido quando você não sai da superfície. Eu não quero gastar meu tempo agindo de uma maneira diferente da que eu queria, só porque não faz parte da "tática". Eu quero poder falar: -"Pô, não faz isso que dói, meu!", ao invés de ficar fazendo cara e bocas, bancando a “desencanada”, até te fazer acreditar que "eu não preciso de você", e você se apaixonar por mim. 

 

No trabalho, em reuniões familiares, no meio de "conhecidos", a franqueza não é sempre bem-vinda, isso eu já aprendi faz tempo. Mas não com um cara que dorme comigo. Que está ali ao meu lado no momento da minha vida em que estou mais vulnerável. Com alguém que me conheça "nua" no sentido mais amplo da palavra, quando eu me entrego aos meus sentimentos mais primitivos e viscerais. E, hoje, mais sinceros também.

 

Então se eu fico caidinha por alguém, eu quero logo entender se é isso mesmo que tô sentindo, e se é real e recíproco ou fruto da minha imaginação. Porque se não for eu não quero. E se for, você vai saber. E vai querer que eu saiba também. E, se não quiser que eu saiba, então você é um doido que desisitu do amor, e aí sou eu que que não vou te querer. Eu quero mesmo é aquela parada de ficar idiota, suspirando com o recado da secretaria eletrônica, essas coisas bem pastéis mesmo. E não quero ter vergonha de que você me veja assim. E depois até seria legal se virasse amor, se a gente quisesse ficar junto por um tempão e tal. Mas eu fico feliz também em viver paixões que não virem amor. Mesmo que eu fique triste quando acabe, porque já sei que não morro disso, e porque acredito que amor também pode acabar.

 

Well, eu sei que a minha licença pra ser romântica já devia ter expirado e ficado lá nos meus vinte e poucos, mas vou fazer o quê se eu sou toda ao contrário? Se eu passei esse tempo todo fazendo estripulias que a pessoa que vos fala já não vê mais graça alguma? Se eu não quero mais pintos sem nome. Ou com nome, mas sem sentimento. Ou até com sentimento, mas nada que valha mesmo a pena? A vantagem do romantismo na balzaquice é que ele vem mais condizente com a realidade. Sem essa bobajada toda de achar que o ser humano nasceu pra ser monogâmico, ou que uma história só vale a pena se acabar em casamento, filhos, morar junto e lavar cuecas. Portanto, eu ainda acredito que estou sendo bem razoável.

 

Então, valeu, foi legal, adorei. Se não está a fim de se envolver, tá tudo certo, é direito seu. Mas acho sim que poderia ter sido mais claro, assim eu teria percebido antes. E talvez não tivesse me apaixonado por você. 

 

Anyway... Valeu pelo friozinho na barriga. Fazia tempo que eu não sentia... E eu tava mesmo com saudades... 

Mas.........se teu coração está mesmo assim tão lacrado........

 

Pelamor..........vê se maneira na dose de fofice da próxima vez, tá?



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 01h24
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Grande cara, esse...

 

 

“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém”.

(John Lennon)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 14h26
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O possível

 

 

Não, eu nunca quis nenhum "príncipe encantado", porque sei que esse cara não existe. E, ainda que existisse, seria "chatinho" e "certinho" demais pra mim.

 

Não sou nenhuma menina boba, sonhadora e pão-com-ovo. Sou uma mulher de 34 anos, bonita, inteligente, independente, boa de cama, divertida e mais um monte de coisas boas - obviamente essa é só a lista das qualidades, porque quando eu quero ser chata e cínica e irônica, não tem pra mais ninguém. Hihihi... 

 

E é por tudo isso que tenho muita, muita certeza do que quero. 

Quero poder demonstrar carinho e afetividade sem reservas e dúvidas. Quero retorno. Quero ficar juntinho e curtir, a dois, no meio dos amigos, na multidão, na chuva, debaixo d'água e à distância.

Quero frequência. Quero parceria, amizade, carinho, cuidado e respeito mútuo. Quero romance.

 

E, se eu não encontrar nada disso, também tá tudo certo, eu vou ser feliz do mesmo jeito. Eu só nao quero olhar pra trás, daqui a 30 anos, e constatar que eu desiti de tentar. Que eu passei a minha vida me contentando em ser "mais uma" para um monte de "mais uns".

 

 

(**Com a colaboração da Dê, desse blog aqui**)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 14h36
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Ele caiu do céu. E eu também!

 

 

A melhor massagem, a conchinha mais encaixada, e muitas outras coisas muito boas! Era exatamente o que eu estava precisando naquele momento. Mas o momento passou. Alguma coisa se perdeu e aquele cara e aquela noite, na praia, foram ficando cada vez mais distantes.

 

Eu não pedi muito, mas nem esse "pouco" ele podia me dar...

E finalmente entendi que o "romance" só aconteceu aqui, dentro de mim. E que gostar sozinha não tem graça nenhuma...



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 11h57
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A poesia e a prosa

 

 

que delícia........... pensei em vc declamando estes versos ........ nua..................
viajei.......... adorei................. e fiquei bastante a fim de ficar com você ................

 

...

 

Pra quem estava tão acostumada com convites para o sexo, bem direto ao ponto, que na essência nunca fogem muito do “-na minha casa ou na sua?”, há de se comemorar o upgrade...

 

Não precisa ser para sempre, só o tempo necessário pra deixar bem claro na minha memória o que eu realmente busco e preciso. Nem que para isso eu tenha que virar abstêmia nas entressafras.

 

Sexo pelo sexo já fiz bastante nessa vida. Nada que eu me arrependa, até porque alguns foram simplesmente fantásticos. 

Eu quis. Porque g-o-s-t-o da coisa. Sexo instintivo. Animal. Safado. Selvagem. Recheado de palavras de baixo calão. Puxões de cabelo. Arranhões. Muitos, muitos tapas na bunda. Ou qualquer outra prática que a imaginação permitir. Claro, desde que não envolva coprofagia e uma outra coisinha que eu não faço, porque o meu é mão única. Sem moralismo, mas porque não consigo mesmo. E também nunca fiz muita questão de conseguir.

 

Mas o sexo que transcende, além de todas as práticas acima, envolve também ternura. Carinho. Acaba em abraço. Beijos. Conchinhas. Sem constrangimento. Por vontade, não política. 

 

Também há tempos desaprendi a lidar com o vazio do pós-sexo-pelo-sexo. Com os olhares secos e desprovidos de sentimento. Com a angústia do dia seguinte, quando a ficha cai e você se pergunta:

 

-Que caralho eu tô fazendo aqui?!



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 14h07
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Pastelinha marciana

 

 

Muito curioso esse boletim que acabo de receber do Ego Astral.

 

 

"Marte na casa 3

 

Nos próximos dias que vão de 10/10 (hoje) às 17h46 até 19/11 às 6h08, o planeta Marte estará transitando pela sua terceira casa astrológica, Cinthia. Este é um momento de ir direto ao ponto nas conversas, fazendo valer suas opiniões de uma forma consistente e objetiva. Obviamente, isso pode chocar as pessoas um pouco - ou até muito -, mas esta qualidade franca pode ser muito positiva, se você souber dosá-la e emití-la nos momentos adequados.

O lado menos interessante deste trânsito de Marte, Cinthia, envolve uma tendência a se envolver demais em discussões, comprando brigas e gastando energias em debates estéreis. Tome cuidado para não falar sem pensar, ou defender pontos de vista com veemência demais. Esse tipo de comportamento tende a gerar defensividade nos outros, que se colocarão contra nós mesmo se perceberem que estamos corretos.”

 

 

Desculpe, caro Sr. Ego, mas acho que o senhor está um pouquinho atrasado. Este trânsito começou às exatas 08 horas e 40 minutos do dia 20 de julho de 1974. E já faz pelo menos uns 10 anos que venho tentando dosar a tal franqueza e emiti-la nos momentos adequados, mas ainda não consegui chegar nem perto do grau de sucesso desejado... Hihihi...



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 19h19
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Os tiozinhos mostram as suas armas

 

 

Então agora eu preciso contar que o felizardo que me deixou assim pastelinha é um tiozinho 38 anos - pra mim é tiozinho, já que 99% do meu histórico é com caras mais novos do eu... É bonito na medida. Nem demais, nem de menos. E de tiozinho não tem nada. Well... Tá começando a ter umas falhas no cabelo. Mas eu acho charmoso. Ele diz que é barrigudo, mas eu o acho uma delícia. É inteligente pacas. Do jeito que eu gosto. Sabe conversar sobre qualquer coisa. Porque não precisa conhecer tudo, basta saber conversar sobre o que não conhece também. Beijo bommmmm. Tem outras coisas boas que ele faz também, mas não vou contar aqui. Ele curte esses lances de auto-conhecimento, exatamente a vibe em que estou agora. Mas fala coisa-com-coisa, não é daqueles intelectualóides chatos.

 

O que mais? A profundidade com que ele me olha, a paixão com que se entrega pra vida. A calma com que conduziu a noite em que nos conhecemos, demonstrando que tudo já estava valendo a pena, mesmo se não rolasse sexo. O cuidado comigo na volta pra casa. A leveza com que toca cada centímetro do meu corpo, a vontade de me fazer carinho e me beijar. A falta de pressa com que me deixa. O olhar de quem quer ficar.

 

E não importa se um dia ele não voltar. Basta que não me faça sentir isso a cada vez que vai embora...



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 01h19
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E ponto

 

 

Acho que eu entendi a minha resistência. Eu nao quero lindas vitórias de “jogo de xadrez” na minha vida, eu quero lindas histórias. Eu não estou em uma busca desenfreada pra não ficar sozinha - eu A-D-O-R-O morar sozinha!!! Não procuro “companhia pra viajar” - viajar sozinha é tudo!!! E nem de grude eu gosto - ficar junto é uma delícia, mas não o tempo todo. 

 

Enfim... Na história que eu quero, não cabe ‘jogo’: ou é ou não é.

Eu não quero ensinar ninguém a gostar de mim.

 

EU QUERO QUE GOSTE E PONTO



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 00h24
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Blog Legal! (Hihihi...)

 

 

 

 

Olha, doidinho(a) do Uol, eu queria agradecer por ter vindo aqui, lido o meu blog, e o tê-lo classificado como um “Blog Legal”.

 

Desde que colocado naquela listinha, o meu blog  tem uma média diária de 100 acessos!!!

 

Eu não sei se vocês entendem o que escrevo aqui, porque eu não sou uma pessoa lá muito fácil, devo dizer.

 

Mas também não sei se quero ser entendida, senão eu perco a graça e viro pão-com-ovo.

 

De qualquer forma, seja bem-vindo! Enjoy!!!



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 21h41
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Sonho de consumo (Parte I)

 

 

Uma junkie box e uma fonte de chocolate no meio da sala.

(O Zé Bob eu nem quero mais...)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 11h03
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Contramão

 

Vê se eu não sou uma criaturinha meio esquisita mesmo: todo mundo comendo pizza com chocolate e eu com menos fome do que antes!



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 00h51
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Abaixo a punhetação!

 

Acreditar e se entregar à VIDA é ter a certeza de que "dar certo” é só uma questão de nomenclatura.

E perspectiva.



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 23h39
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Lân.gui.do

 

Do latim languidu.

 

Adjetivo, masculino (plural: lânguidos; feminino: lânguida; feminino plural: lânguidas)

 

1.      Debilitado, fraco

2.      Sem forças, sem energia

3.      Voluptuoso, sensual.

·  Seu corpo estonteante e lânguido que exala doces e sensuais aromas de Sofala... (Oaristos, Eugênio de Castro)

 

 

Lânguido lânguido lânguido lânguido lânguido.

 

É muito linda essa palavra, né?



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 23h08
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E agora, neguinha?

 

 

O que é que tu faz(es) com esse monte de fantasmas que te habitam???

 

Luzes, câmera, ação:

 

(não vou dizer!)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 04h58
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Eu te devoro – Djavan

 

 

Teus sinais
Me confundem
Da cabeça aos pés
Mas por dentro
Eu te devoro
Teu olhar
Não me diz exato
Quem tu és
Mesmo assim
Eu te devoro...

Te devoraria
A qualquer preço
Porque te ignoro
Te conheço
Quando chove ou
quando faz frio
Noutro plano
Te devoraria
Tal Caetano
A Leonardo di Caprio...

É um milagre
Tudo que Deus criou
Pensando em você
Fez a Via-Láctea
Fez os dinossauros
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu
Sem contar os dias
Que me faz morrer
Sem saber de ti
Jogado à solidão
Mas se quer saber
Se eu quero outra vida
Não! Não!

Eu quero mesmo é viver
Prá esperar, esperar
Devorar você...



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 13h16
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Não é preciso muito...

 

 

Sorriso autêntico;

Carinho inesperado;

Olhar terno;

Abraço apertado;

Voz gostosa;

Palavras despretensiosas;

Lua cheia;

Barulho do mar;

 

Beijos como prenúncio de abraços;

Abraços como prenúncio de beijos.

 

A noite perfeita.



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 16h37
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Loucos e santos

 

 

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

 

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior dor e alegria. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice!

 

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril”.

(Oscar Wilde)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 11h11
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What a man, oh, what a night!

 

 



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 16h00
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Conto de fadas para mulheres do século XXI

 

 

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

 

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

 

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: 'Nem fo...den...do!'

 

(Autor desconhecido)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 13h51
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Essa do Satriani veio bem a calhar...

 

 



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 19h20
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Um brinde à pastelice!

 

 

DJ, solta o som!



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 10h26
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Ai...

 

 

Ai, que frio na barriga.

Ai, que delícia.

Ai, que medo.



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 15h26
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Simples assim...

 

 

olá. menina linda.............

 

passei o dia pensando em nosso encontro.........no abraço ao descer do carro........em seu ótimo humor....na massagem em seus pés e pernas........em seu sorriso contagiante bem perto de meus olhos.......nos beijos tão desejados.....suas viagens - todas - ....nas esculturas do Esaú........cozinha indiana.....enfim........relembrando os momentos deliciosos que partilhamos juntos....e sabe o que aconteceu????

 

fiquei com saudade de futuro!!!!!!

 

beijo grande nessa boca linda...........

 



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 17h41
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Deliciosas coincidências

 

 

É errado, portanto, censurar um romance que é fascinante por suas misteriosas coincidências (...) mas é certo censurar o homem que é cego a essas coincidências em sua vida diária. Pois sendo assim, ele priva sua vida de uma nova dimensão de beleza.

 

(Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 12h08
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Chicletis e mais chicletis

 

 

Amanhã, chega logo, plis?



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 17h00
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A balzaca, a pirada e a palhacinha

 

 

Então quer saber? É isso aí. Pirei, pirei gostoso. Foi doído, e foi real. Foi cruel e foi fantástico. Porque esses períodos de catarse costumam ser os mais ricos e os que trazem as respostas mais relevantes. Então eu me perdôo por ter pirado, agradeço por ter voltado, por ter perdido e recuperado o foco no que realmente importa.

 

E nesse tempo todo havia um lado que pensava cada vez mais em voltar pra Londres, porque lá o meu universo de conflitos era infinitamente menor. Porque lá as grandes questões da minha vida se resumiam a estar numa boa com a Gabi, que eu adotei como mãe, estar em paz com os que moravam comigo, falar com meu pai todos os domingos, com os amigos toda semana, ter grana pro aluguel, fazer compras no mercado da periferia porque era mais barato e por £5 eu comprava o Irish Cream mais incrível do planeta, comer no "All you can eat” do Pizza Hut aos finais de semana, ter um namorado gostoso e carinhoso, sexo fantástico em inglês e sem legendas, comer o kebab delicioso que tinha ao lado da casa dele, ter grana pra próxima viagem, passar o final de semana em Paris ou Amsterdam, ter um dia de folga e passar horas deitada na grama do parque, olhando pro céu e sonhando. Ou não pensando em nada, porque lá eu conseguia fazer isso.

 

Mas o ciclo se fechou e entendi que era hora de voltar. E o universo voltou a ficar gigantesco, porque aqui a vida era de verdade, com um monte de questões que eu não tava a fim de pensar, mas eu tinha passado dos 30 e não tinha mais esse direito, e voltar com essa carga teve um peso que eu não havia imaginado. Então eu optei por ficar quietinha no meu canto, achando que com isso eu diminuiria as minhas chances de errar. Mas eu tenho uma incrível capacidade de fazer barulho mesmo quando preciso ficar quietinha (e isso é muito Cinthia), e você continua conhecendo gente o tempo inteiro, pessoas caem de pára-quedas na sua cabeça, e com algumas você clica, com outras não. Algumas te fazem sonhar, outras te fazem querer sumir, outras não te fazem sentir nada. E às vezes fica difícil entender o porquê de clicar pra você e pro outro não, você vira uma adolescente, e cria historinhas de faz-de-conta, porque as pessoas fazem isso mesmo, entendem a realidade da maneira que escolhem. O branco pode ser sem graça, brega ou glamuroso, é só uma questão de perspectiva.

 

É impossível agradar a todos, não vai rolar, o todos é muita gente, tem muita gente mala, gente correndo atrás do próprio rabo, gente enrolada com o dia-a-dia, gente que passa o dia olhando pro umbigo, gente tentando provar sei-lá-o-quê-pra-não-sei-quem, gente resolvendo conflitos, gente que nem se dá conta que eles existem (que dádiva!...) Mas eu adoro gente, gente também pode ser incrível, trocar é fascinante, amar é mais ainda, e tudo bem se quiser agradá-las, mas não dá pra fazer isso o tempo todo.

 

Então já que a tendência a se foder já não depende mesmo só de nós, já que estamos todos entregues à própria sorte, que tal nos fodermos (ou não!) de uma maneira mais leve e divertida, defendendo e atacando menos? Porque no final são essas as relações que realmente importam, as que permanecem, construídas de cartas na mesa, por pessoas que se enxergam frágeis e se amam apesar e também por causa disso. Porque são esses momentos de “agora fodeu!” que nos fazem humanos, reais, vulneráveis, inteiros.

 

E eu finalmente entendi que a lógica não explica tudo, que existe um universo conspirando, uma energia movendo esse monte de bonequinhos, e se você procurar fazer com que esse movimento seja a seu favor, bingo! Você descobriu o segredo. Eu não sou o centro do mundo, mas sou o centro do MEU mundo, o que já é uma grande coisa. Eu não preciso entender o porquê de tudo, mas posso aproveitar a maré pra crescer, mudar, me reinventar, porque sem esse movimento a vida fica muito chata e irrelevante.

 

Então é isso. Sou essa pessoa, e serei um monte de outras. Por vezes sou sensata, e em outras a mais completa sem noção.  Sou menina, sou mulher, sou difícil, chiliquenta, sou amiga e sorridente, mas a minha cara de contrariada é muito óbvia. E a de apaixonada também. Os olhos brilham e eu fico boba, perco o controle, o eixo, o prumo, fico meiga, fico tonta, fico ao sabor do vento. Por vezes sou brilhante e em outras sou um saco. Mas eu brilho quando estou feliz. Eu cometo erros, e vou continuar a fazê-lo, mas nem por isso vou deixar de arriscar. E de admirar os que arriscam. Tenho um monte de defeitos, luto contra o meu orgulho todos os dias e perco na maior parte do tempo. (Mas eu vou continuar tentando, porque orgulho é uma merda.)

 

Então eu descobri que hoje eu quero TUDO. Tudo o que me faça sentir. Desde que o gosto não seja insosso, a cor não seja cinza, a sensação não seja morna, a programação não seja default. Quero me apaixonar perdidamente, quero perder o chão, a razão, o caminho de casa. Quero esquecer meu nome, não lembrar de me defender. Quero ser frágil, quero ser Cinthia, quero ser amada. Mas, principalmente, eu quero AMAR, porque faz 34 anos que isso não acontece e eu já esperei demais.

 



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 23h58
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No amor e na guerra

 

 

Nunca se poderá determinar com certeza total em que medida nosso relacionamento com o outro é o resultado de nossos sentimentos, de nosso amor, de nosso não-amor, de nossa complacência, ou de nosso ódio, e em que medida ele é determinado de saída pelas relações de força entre os indivíduos.

 

(Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 16h18
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Fome

 

 

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.

Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.

Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.

Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.

Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.

Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.

Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive crises de riso quando não podia.

Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.

Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.

Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.

Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.

Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".

Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.

Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.

Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.

Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.

Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.

Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!

Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:

- E daí? Eu adoro voar!"

 

(Clarice Lispector)



Escrito por (+)baixinha (-)invocada! às 10h56
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